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“In Italy, in particular, the castration of young, usually poor, choir-boys was very common. Poor families offered their sons for considerable financial reward. However, few families admitted that they had deliberately had their son castrated. Medical alibis, such as a riding accident, an accidental blow, an animal bite, were used to explain the reason for the castration.”
(http://www.sonyclassics.com/farinelli/about/ffarinelli.html)
Após a utilização inicial de castrati na música sacra, foram criadas no século XVIII as "Opera Seria", género desenvolvido e apurado à medida da técnica das suas vozes. No auge da sua popularidade, os castrati angariavam poder e influência junto das cortes e da Igreja, ao mesmo tempo que o público os transformava em verdadeiras estrelas.
“They attained a level of popularity similar to that of the rock stars of our time. 18th Century groupies went so far as to wear medallions bearing the portraits of their favorite castrati, a fashion not dissimilar to the pins and T shirts fans of rock stars wear today.”
As audiências reagiam com histeria às suas proezas (?) vocais, saudando as melhores actuações aos gritos de “Evviva il coltello!”. O mais célebre castrato, Farinelli, foi uma superstar do seu tempo, com características em tudo semelhantes às dos ídolos musicais de hoje.
“The whole of Europe was infatuated with castrati. They were adored where ever they performed. In Austria, England, Germany, Poland and Russia they were received as deliriously at the courts of Emperors and Tsars as at public theatres. They were idolized as much as today's androgynous rock stars such as Michael Jackson, David Bowie or Prince who, two centuries later, have the same international notoriety and delight crowds around the world.”
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Alessandro Moreschi (1858-1922), foi l’ultimo castrato, pertencendo ao Coro da Capela Sistina, do qual chegou a ser regente. Entre 1902 e 1904 (muito depois do período em que terá atingido o auge vocal) fez um conjunto de gravações sonoras, registadas em cilindros de cera, do qual faz parte esta penosa Ave Maria de Gounod/Bach.
É tudo menos agradável. Tristíssima aberração, sem valor artístico, vale pela experiência perturbadora de ouvir o resultado do trabalho sinistro de um “coltello”.
7 comentários:
Chiça, que até fiquei com a voz fininha como papel de seda...
pois ficaste, cão, pois ficaste! lembras-te de quando tu falaste de um menino chamado robin schlotz e eu te disse que aquilo me fazia um bocadito de impressão?
por coincidência foi por essa altura que eu tinha ficado a saber quem foi o alessandro moreschi. perceberás portanto agora o meu comentário que eu te deixei, aqui, neste teu post.
Como dizia o Vasco Santana para o poste, "compreendi-te"...
cruzes! nao é nada comigo e té-se-marripiou-aspinha...
(aberrações!)
Mas que fascínio tem este fêjota por estas coisas de cortar as coisas pla raíz? Rente. És um corte.
elle, sente-se muito desconforto ao ouvir isto, não sente? aberrações, sem dúvida!
rui, fascínio não, só corte mesmo.
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