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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Big Fat Jazz


Deixem-me apresentar-vos aquela que é, vai para uns 3 anos, a minha big band favorita. Eles - Gordon Goodwin, Eric Marienthal, Sal Lozano, Wayne Bergeron e os outros - explicar-vos-ão porquê.

Neste tema contagiante do CD Act Your Age é absolutamente imperdível o desempenho de Eric Marienthal e a reacção dos seus colegas (em particular de Sal Lozano, aos 2'46'') à forma como ele "agarra" o primeiro solo.

A Gordon Goodwin's Big Phat Band vive disto - groove, virtuosismo, arranjos incrivelmente precisos e contagiantes - e do trabalho de uma equipa feita com a nata de LA (Gordon Goodwin recebeu, ele mesmo, um Grammy para "Best Instrumental Arrangement" com a banda sonora do filme "The Incredibles").

Álbuns e vídeos, dá gosto ouvi-los e vê-los, uns atrás dos outros. Sempre, sempre, jazz no seu melhor.

(vale a pena ouvir em stereo, 480p)

terça-feira, 9 de junho de 2009

PJBB

Paris Jazz Big Band, orquestra de craques muito craques, liderada por Pierre Bertrand (saxofone tenor) e Nicolas Folmer (trompete), que sigo há muito e finalmente hoje aqui trago.



Estão carregadinhos de prémios, têm escola e fazem escola.

Corro o risco de soar a repetido, mas por estas e por outras é que o jazz francês continua a ser grande.

Dois temas do álbum "Paris 24H".

"Le Cyclopathe"



"Galeries"

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A arte do arranjo

(na sequência do post anterior, com “Letter From Home”, de Pat Metheny/Lyle Mays, pela Bob Curnow's L.A. Big Band)

(músicas, a anterior e a que segue, para ouvir generosamente alto)

Decorreu já um considerável espaço de tempo desde as últimas vezes em que ouvi os álbuns dos vários grupos de Pat Metheny, lançados entre meados dos anos 80 e o início dos anos 90. Com sucessivas formações diferentes, cada álbum desta fase proporcionou, a mim e a uma legião de seguidores, horas sem conta do mais puro deleite (isto, não contando com os primeiros discos editados com as formações iniciais).

Ouvi-los – e tocar sobre eles – repetidamente, do princípio ao fim, fez-me conhecer-lhes a maior parte dos detalhes e a sua gigantesca complexidade harmónica, melódica e rítmica.

Ao aperceber-me da existência de uma big band - Bob Curnow's L.A. Big Band - com um CD chamado “The Music of Pat Metheny & Lyle Mays“, agitei-me de curiosidade e cepticismo. Um pouco como o próprio Pat Metheny:

"I have to admit I was really touched by the whole thing when I heard it. I didn't quite know what to expect, and I was a bit apprehensive, but when I heard it -- yeah !! I felt Curnow's band got the vibe right." - Pat Metheny

Uma coisa é o carácter orquestral – e sinfónico até, como no caso do álbum “Secret Story” - de grande parte das composições de Metheny/Mays. Outra é arranjá-las para uma big band com 20 elementos, mantendo o bom gosto e respeitando a complexidade dos originais.

Foi o que fez um veterano da orquestra de Stan Kenton, Bob Curnow, arranjador e reputadíssimo educador na área do jazz. Curnow dirige várias formações de jazz bem como orquestras sinfónicas, e estabeleceu a sua própria loja e catálogo de arranjos e música escrita. Os resultados de uma tarefa como aquela a que se propôs percebem-se em faixas como esta.



The First Circle”, de 1984, é um exemplo do talento de Bob Curnow como arranjador:

"This particular arrangement, acclaimed as one of the best big band arrangements ever done, is rhythmically complex with alternating 12/8 and 10/8 bars in 3-2-3-2-2 and 3-3-2-2 patterns. There are constantly shifting meters and sounds from the various sections, creating an intellectually stimulating tone poem of continually increasing waves, with a driving modern beat beneath all."

Notável a forma como Curnow substitui os timbres do original por texturas da orquestra que tem à sua disposição. Ver como ele resolveu a complexa parte de guitarra do original que decorre entre os 1’10’’ e 2’25’’, foi a minha primeira grande curiosidade. Depois aparece o crescendo orquestral a culminar no solo que, no original, é do piano, e aqui é muitíssimo bem desempenhado por um sax soprano.

Tudo isto, nesta faixa e nas restantes do disco, decorado a contraponto com as texturas das várias secções da Bob Curnow's L.A. Big Band.

Faixas no disco, agrupadas por ordem cronológica dos CD’s de origem:

The First Circle (1984)
03. The First Circle
06. If I Could

Still Life (Talking) (1987)
08. Minuano (Six Eight)
01. (It's Just) Talk
11. In Her Family

Letter from Home (1989)
12. Have you Heard
10. Every Summer Night
09. Dream of the Return
05. Are We There Yet
04. Letter from Home

Secret Story (1992)
02. Always and Forever
07. See the World

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Chorando, rindo e dançando

Do premiadíssimo CD "Concert in the Garden", a faixa "Choro Dançado", uma interessante revisão do tradicional choro brasileiro, refinado com o bom gosto dos arranjos de Maria Schneider para a sua big band.

Apesar de não ser uma performance isenta de algumas falhas menores, vale a pena ver como
Maria Schneider e a orquestra a interpretam ao vivo, bem como a forma lenta e segura como Rich Perry (sax tenor) agarra a sua deixa e progressivamente constrói o seu solo. Destaques ainda para Gary Versace (acordeão), Jeff Ballard (cajón) e, claro, para a minha sempre eleita Luciana Souza (voz e pandeiro).

E que alegria, a de Maria, enquanto dirige. Concentradíssima, até ao staccato dos últimos momentos.



Maria Schneider Orchestra - Choro dançado

Depois do original de Maria Schneider, uma versão perfeita, refinada no estilo e na execução.

Achei excelentes
o jogo harmónico e a interacção dos timbres entre a guitarra do dinamarquês Torben Waldorff e o saxofone de Donny McCaslin. Não será por acaso: McCaslin é um dos saxofonistas da Maria Schneider Orchestra e foi eleito "2008 Rising Star" pela downbeat.

Como é bom chorar desta maneira!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tora Tora Big Band

É frequente eu gostar de ouvir "big bands". Claro que, como todos, ouvi vezes sem conta as orquestras da "swing era", depois as que se seguiram durante os anos da guerra, até ao esplendor das grandes orquestras dos anos 50 e 60, as que acompanhavam os nossos "crooners" favoritos e os filmes que se tornaram clássicos.

Escutadas as lições do básico, prefiro hoje ouvir as modernas "big bands", quer pelo repertório, quer pelo estilo e arranjos que escolhem.

Mas a maior parte das vezes fico-me mesmo por aquilo a que chamaria as "not so big bands", uma espécie de versões compactas e actualizadas das primeiras.

O estilo e os grupos a que me refiro devem muito ao acid-jazz da primeira metade dos anos 90 (p.ex. os americanos Groove Collective ou os holandeses New Cool Collective), com formações médias, assentes em poderosas secções rítmicas - frequentemente utilizando baixo eléctrico - e de sopros.

Deste estilo nada se fez em Portugal até ter surgido a Tora Tora Big Band, formada em 2001 com 12 músicos de 6 nacionalidades (Portugal, Brasil, Alemanha, EUA, Dinamarca e Itália) residentes em Portugal. Como os seus precursores, também estes obedecem ao mesmo padrão de instrumentos e de influências multiculturalistas.

Vale a pena conhecer o único disco, "Cult", lançado em 2007. Aqui há jazz, música latina, funk e world music.

Aqui ouve-se e dança-se.


segunda-feira, 31 de março de 2008

Cerulean Skies

Comprei-lhe o mais recente disco que editou ("Sky Blue") e, por causa disso, passou a mandar-me newsletters e e-mails com passwords de acesso a áreas restritas, dizendo-me que é graças a nós, os que lhe compramos discos, que ela continua a poder gravar e editar.

De facto assim é. Foi uma das primeiras a optar pela via da ArtistShare para a edição própria e venda online e, desta forma, levou o seu disco anterior, "Concert in the Garden", a ganhar um grammy e o título de "Jazz Album of the Year" dos Jazz Journalists Awards e da downbeat Critics Poll. Sem um único exemplar vendido numa loja.

Maria Schneider mandou-me agora outro e-mail, a anunciar-me que "Cerulean Skies", do novo "Sky Blue", ganhou o grammy na categoria de "Best Instrumental Composition". Para além disso, "Sky Blue" já ganhou o Village Voice Critics Poll para "Jazz Album of the Year" e a downbeat deu-lhe 5 estrelas - cinco!


Fico satisfeito. Ouço boa música, não dou o dinheiro por mal gasto e com pouco mais de 20 euros até faço de conta que sou mecenas!