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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ciao Pino

Impressionante as homenagens que por aí vão a um quase desconhecido.

Nápoles - e muita gente - muito lhe deve.

domingo, 14 de setembro de 2014

sábado, 12 de julho de 2014

As Long As There's Music

Conheci-te ainda adolescente (eu). O mundo deve-te algo, não só pela música. É bom que sejas lembrado.

Charlie, obrigado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

RIP Mr. Duke

E obrigado por tanta, mas tanta Música!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Vete de Mi

A música cubana e toda a sua História estão de luto. Morreu Bebo Valdés.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Funky Claude

Sebastien Feval/AFP/Getty Images

Claude Nobs morreu ontem, na sequência de uma queda sofrida na véspera de Natal, enquanto fazia uma das coisas de que mais gostava, o esqui nórdico. Gostava também de outras coisas - cozinhar, viajar, conhecer pessoas, receber amigos no chalet de Caux, nas colinas sobre o lago Genebra - e de música. Claude gostava muito de música!

Quando em 1967 organizou a primeira edição do Festival de Jazz de Montreaux, não imaginaria decerto a dimensão da obra e do legado que viria a deixar aos músicos e à gente que, como eu, ama a música.

No chalet de Claude existe hoje um bunker onde está guardado um imenso espólio que inclui 5.000 horas de gravações áudio e vídeo, de mais de 4.000 concertos realizados ao longo de 45 anos do festival. São cerca de 10.000 gravações em fitas, bobinas, CDs, DVDs, etc., registadas numa dúzia de formatos diferentes. Parte desses registos foram salvos pelo próprio Claude Nobs, comprando-os de volta antes de serem destruídos pelas entidades que ainda os tinham à sua guarda (foi esse o caso das gravações feitas pela televisão suíça e, mais tarde, das gravações em HD feitas pela Sony).

Claude reuniu todos esses registos e criou uma entidade - “Montreux Sounds Digital Project” - para fazer a sua gestão e transposição para suportes de áudio e vídeo actuais.

Ter amor à camisola e ser generoso também é isto – utilizar em vida o dinheiro que se tem, em benefício dos que ficam.

Quando os Deep Purple escreveram a letra de “Smoke On The Water” referiram-se a Claude Nobs como “Funky Claude”, o director do Festival que andava ele mesmo a retirar jovens do interior em chamas do Casino Montreaux, onde antes o fogo deflagrara durante o concerto de Frank Zappa (“Funky Claude was running in and out, / Pulling kids out the ground.”).

Para muitos restará de Claude Nobs uma referência obscura num verso da letra de “Smoke On The Water”.

Para mim ficará a simpatia e enorme admiração por um homem generoso, amante não só do jazz mas de toda a música, e cuja pronúncia carregada de sotaque francês, que era característica sua durante as apresentações dos músicos, guardarei para sempre no ouvido.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Time Out!

O que dizer quando o tempo acaba para Dave Brubeck – talvez obrigado? Muitos outros, mais conhecedores do que eu, farão os elogios, descreverão a sua obra e contarão os seus feitos.

Resta-nos ouvi-lo, sempre, sempre. Tocá-lo, sempre, sempre - e dizer-lhe obrigado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Músicas de / para sempre

No dia em que desaparece Andy Williams, duas músicas que, apesar de tão diferentes, ficarão para sempre.



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Obrigado por tudo, pela música e pela amizade

Obrigado Bernardo, pela tua música.

Obrigado Bernardo, por teres sido amigo de quem foi nosso amigo.

Obrigado Bernardo, por seres apenas tu.

Obrigado Bernardo, por seres provavelmente o melhor músico de jazz em Portugal.


Ouvir a tua música é a melhor homenagem que te podemos fazer hoje.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Não perdôo

Morreu a Whitney Houston. Fiquei até tarde, já de madrugada, a ouvir as suas músicas e os seus vídeos. Acredito que esta é uma boa homenagem que se pode fazer a alguém que morre – apreciar aquilo que criou no dia em que nos deixa.

Já hoje, durante o dia inteiro, não quis ouvir mais nada dela. Acordei e procurei ouvir outras coisas. Fiquei triste e quase lhe ganhei rancor.

Deu-nos aquela que sem dúvida ficará como uma das melhores vozes de sempre. Levou milhares de jovens por todo o mundo a tentar cantar como ela, e algumas delas a tornarem-se artistas.

Fazer da vida dela o que ela fez é que não tem perdão.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mais uma estrela no céu

Assinalando a partida de Paul Motian, recupero agora uma fotografia já aqui publicada anteriormente.

Um dos grandes que se despede.


(fj) Porto, Agosto de 1996

sábado, 9 de julho de 2011

Morreu o Jorge Lima Barreto (* actualização)

Não pela música que fazia, mas antes por aquilo que foi, e sobretudo pelo que produziu e escreveu, pelo que sabia e pelos momentos de prazer que nos deu (penso em particular nos Musonautas, nas madrugadas da Rádio Comercial), tinha por ele uma às vezes cómica mas sincera admiração.


O Jorge Lima Barreto ensinava em meia hora de conversa aquilo que muitos não aprenderão numa vida.
Musonautas da Rádio Comercial
Musonautas da Rádio Comercial


(*) Duas notas suplementares:

Uma, a recordação de momentos únicos com o Jorge Lima Barreto na Fonoteca de Lisboa.
Duas, é que, soube-o agora, também ele era fj.

sábado, 28 de maio de 2011

'The Revolution Will Not Be Televised' - Das origens do rap, ou de quando as palavras de facto contavam.



Gil Scott-Heron (1 de Abril de 1949 – 27 de Maio de 2011)


Há que ver e seguir as pistas que este filme nos deixa acerca daquele de quem se diz ter sido um dos criadores - ou o criador - do hip-hop.

Mas também importante por outras coisas, pela poesia e por aquilo que deu aos movimentos cívicos, e que faz hoje parte da história da América e da música do século XX.

Morreu ontem, aos 62 anos.

domingo, 13 de março de 2011

Time Out para Joe Morello

Um dos grandes que se vai, o baterista de Dave Brubeck em "Take Five", Joe Morello.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Onde Pára Leslie Nielsen?

Leslie Nielsen despediu-se ontem. Como ele mesmo dizia em “Aeroplano”:

"Surely you can't be serious!"
"I am serious, and don't call me Shirley."

Ele sim, deu-me alegrias, e muitas! Obrigado.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O homem que descreveu a couve-flor

Morreu na passada semana uma das pessoas que mais sono me roubou. Foi ele, Benoît Mandelbrot, que entre a segunda metade da década de 70 e o início dos anos 80 do século passado, com base em linhas quebradas desenhadas num papel, meteu ordem no caos. Ou melhor, descobriu como modelar, a partir da rigidez primordial da matemática, não apenas o caos aparente, mas a própria Natureza.

A primeira vez que li algo sobre fractais foi na Science & Vie, na altura em que se começava a desvendar ao público o raciocínio a partir do qual Mandelbrot deu origem à sua teoria sobre fractais.

Aí percebi como ele, imaginando a necessidade de determinar a extensão da costa marítima de França, concluiu que o valor encontrado dependeria do tamanho do padrão usado.

Percebi também como ele deduziu que esse valor deveria crescer indefinidamente à medida que esse padrão fosse sucessivamente mais pequeno, e como ele se apercebeu de que a costa de França (como qualquer outra, claro) sendo extraordinariamente intrincada e complexa, se assemelha no seu todo a uma qualquer fracção dela própria, independentemente da escala que possa ser usada.

Estabeleceu assim o conceito de auto-semelhança (já que o todo está reproduzido indefinidamente em cada um dos seus pormenores) e formulou matematicamente uma teoria que permitia a construção de modelos incrivelmente semelhantes à própria Natureza.

Com o aparecimento de computadores mais potentes (e com o advento dos primeiros PCs), começámos a ver formarem-se imagens de capilares, vasos e artérias, folhas, ramos, árvores, florestas, pequenos ribeiros e grandes rios, cristais de gelo, nuvens e modelos cósmicos, desde o infinitamente pequeno ao infinitamente grande.

Foi igualmente infindável o prazer que tirei de muitas horas que passei a testar programas de computador que produziam (ou tentavam produzir) imagens fractais. Mas aquilo que na teoria de Mandelbrot – tal como em grande parte das teorias matemáticas – será eventualmente mais estimulante, é a impressionante e grande parte das vezes inesperada capacidade de ser aplicada à realidade, desde a Mineralogia à modelação de estruturas neuronais, desde as teorias económicas à Mecânica dos Fluidos, desde as circunvoluções cerebrais até à composição musical (a auto-semelhança e repetição de motivos são bem conhecidos no caso da música de Bach).


Até mesmo ser aplicada ao modelo de crescimento de uma couve-flor, um dos mais notáveis objectos fractais existentes na natureza.


Uma das muitas coisas interessantes que descobri nos TED Talks foi, vai já para uns dois anos, esta interessantíssima palestra de um outro matemático, Ron Eglash, sobre modelos fractais em Etnografia.

Vede, não vos ireis arrepender. E, tenho a certeza, Benoît Mandelbrot irá continuar a tirar-me o sono.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Thank you for that smile upon your face

Só hoje, no dia em que se soube da sua morte, fiquei a saber o seu nome.

É injusto, muito injusto mesmo, especialmente se pensar nos tantos bons momentos em que ouvi ou to-cantarolei este tema.

Isso mesmo, todos bons momentos. Afinal era isso mesmo que dizia o título - "Sunny".

Obrigado, Bobby Hebb.