domingo, 30 de novembro de 2008

Porralouquice e generosidade



Diz-se aqui muito daquilo que sempre senti no Vinicius e nele me atraiu. Por exemplo, a sua candura e a sua maneira de amar - a vida e os outros.

E refere-se também aquilo que, infelizmente, será provavelmente verdade: que seria impossível ter hoje aquele Vinicius. Esse que, em cima de um palco, sentado a uma mesa, nos falava da vida, com uma garrafa à sua frente.

Que pena, caso assim seja. O poeta que melhor compreeendi e o único que chorei.

E depois, como aqui conta Tom Jobim, há coisas destas: a mulher chega a um ponto que quebra garrafa de whisky na pia. Mas não adianta, a gente compra mais...



"Vinicius", documentário de Miguel Faria Jr.
(agradeço informações acerca do seu paradeiro)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Atravessar a rua pelo caminho mais longo

É preciso ouvir isto!



É mesmo preciso ouvir isto!







Conheci-o aqui. Vi-o ontem.

"My Blueberry Nights"
(Wong Kar Wai)

Cores fortes, saturadas, como eu gosto.


Uma Nova Iorque chuvosa, saturada de frio e de sons de sirenes e carris de comboios que não cessam de passar. Como eu gosto.


Planos que nos fazem espreitar as personagens através de janelas, cortinas e portas entreabertas.


Os sons constantes e a atmosfera pesada de Nova Iorque, uma Gotham City onde os comboios não cessam de passar.


Mas é a travessia da América e dos seus espaços e a expectativa de onde eles nos levam, aquilo que nos transporta até ao final.




Os grandes espaços, como eu gosto.


E a fotografia. Como eu gosto.




E como gosto daquela música.


Aquela música, versão inquietada do original de Neil Young, que é uma das mais belas canções de amor.


"Come a little bit closer, hear what I have to say"


"When we were strangers, I watched you from afar, When we were lovers, I loved you with all my heart."


E depois, voltar à Nova Iorque saturada e fria.

É como atravessar a rua, pelo caminho mais longo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ai ia, ia!

É amanhã (dia 20) a apresentação em Lisboa do novo CD de Till Brönner. Vai ser no Ondajazz e a Maria João é convidada.

'Rio' foi gravado no... Rio, pois claro.

Isso a mim pouco importa. O que me importa é que participam em 'Rio', para além do Till Brönner, pessoas como Annie Lennox, Milton Nascimento, Vanessa da Mata, Luciana Souza (sempre maravilhosa), Sérgio Mendes ou Kurt Elling.

E importa-me que a produção seja do Larry Klein. E que o Sérgio Mendes cante (!) "Ela é Carioca".

E que a Vanessa da Mata tenha aqui a mais fantástica interpretação
que conheço de "O que será (à flor da pele)" (do Chico Buarque, com quem até nem simpatizo) a qual, arrisco dizer, muito dificilmente será superada.

Também importa dizer que
Till Brönner canta em português, sem qualquer vestígio de sotaque alemão.

Mas o que mais me importa no meio de tudo isto é outra coisa pior: é que amanhã à noite vou estar no país do
Till Brönner, enquanto ele irá estar no meu.

O que quer dizer que não irei vê-lo ao Ondajazz. É que se eu cá estivesse ia lá.

Ai ia, ia!


Till Brönner -
"Teaser / Making of 'RIO'"

domingo, 16 de novembro de 2008

Nem era preciso tanto



Take 6, do novo álbum (agora na Heads Up, após 20 anos na Warner), com os meus dilectos Jon Hendricks, Al Jarreau e Till Brönner.

"Seven Steps To Heaven".

Que luxo, irra!

Era preciso tanto?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Groooooove!

O “Na Mata Café” em S. Paulo tornou-se a partir de 2001 num dos dois ou três espaços onde alguns dos melhores músicos do Brasil passaram a juntar-se para ‘jam sessions’ semanais. Gente na sua maior parte desconhecida mas com muitos créditos obtidos em participações nas bandas dos nomes grandes da música popular brasileira.

Desta forma, o “Na Mata Café” transformou-se em ponto de encontro na noite de S. Paulo e local obrigatório para artistas brasileiros e estrangeiros de passagem por Sampa (os casos de Jamiroquai, SoulLive ou Chemical Brothers).

Dessas ‘jam sessionssurgiu o grupo que em 2006 passou a disco o repertório aí (re)criado.

É o caso deste “When Doves Cry”, original de Prince, incluído no álbum “#1” da Grooveria Electroacústica.


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mama Africa

Zenzile Makeba Qgwashu Nguvama Yiketheli Nxgowa Bantana Balomzi Xa Ufun Ubajabulisa Ubaphekeli Mbiza Yotshwala Sithi Xa Saku Qgiba Ukutja Sithathe Izitsha Sizi Khabe Singama Lawu Singama Qgwashu Singama Nqamla Nqgithi.

Era este o seu nome completo.

Ou, mais simplesmente, Miriam Makeba.

Conhecida por "
Mama Africa" ou "Empress of African Song".

Miriam morreu ontem, em Nápoles, após um concerto de apoio à luta contra o crime organizado.

Foi assim que ela viveu, empenhada e a lutar por causas. Foi assim que ela morreu, ontem à noite, após sair do palco.

Não voltou para o encore.



domingo, 9 de novembro de 2008

Gente normal

Estava a precisar de ouvir uma coisa destas. Não é por nada, é só porque isto é bom. A música e o vídeo.

É fácil adivinhar-lhe as influências, não é? É óbvia a escola, mas não se limita a copiar.

Está sempre nos meus favoritos.

John Legend - Ordinary People

sábado, 8 de novembro de 2008

Olhem que o rapaz até faz umas coisas giras!

Já lhe ouvi o álbum todo e até gostei. E afinal, com 31.862.686 visitas no youtube - só a este video - tem de haver aqui qualquer coisa que vale a pena.


Jason Mraz - I'm Yours

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008