Como de costume, em mais um encontro de amigos, a conversa foi parar a álbuns, autores e

músicas que nos marcaram. Desta vez acabámos a falar de
Peter Allen, cantor, pianista, compositor e
crooner / entertainer.
E, claro, a conversa terminou a perguntarmo-nos o que será feito dele... ainda canta, será que morreu, estará reformado a viver na Florida...?
Bom, rapidamente para o final, sim, ele morreu em 1992, de complicações causadas pela SIDA.
Peter Allen nasceu na Austrália em 1944 e foi descoberto por Judy Garland em 1964, no bar de um hotel em Hong Kong. Convidado a ir para os Estados Unidos, aí passou a viver como
protégé de Judy Garland e íntimo da sua família, tendo vindo a casar-se com a sua filha, Liza Minnelli, em 1967.

A seguir ao divórcio em 1974, Peter Allen alargou a sua faceta de criador de espectáculos de cabaret e Broadway, criando álbuns e temas absolutamente soberbos como "
Don't Cry Out Loud" (gravada por
Melissa Manchester), “
I Honestly Love You” (gravada por
Olivia Newton-John e que atingiu o primeiro lugar de vendas nos Estados Unidos) ou participando com
Burt Bacharach na autoria de "
Arthur's Theme (The Best That You Can Do)", cantado por
Christopher Cross.
Mas o tema de Peter Allen que aqui proponho é “
Bi-coastal”, do
super-álbum de 1980 com o mesmo nome, produzido por David Foster e gravado com uma verdadeira constelação dos melhores músicos de estúdio: David Foster, Steve Lukather, Jeff Porcaro e Mike Porcaro (3 membros chave dos '
Toto'), Gary Grant, Jay Graydon, Jerry Hey, Bill Reichenbach, Carlos Vega, Larry Williams, entre vários outros.
9 comentários:
A alegria que me deste ao colocar esta música aqui. Vivi este álbum com uma intensidade enorme e este post tem a vantagem de me dar a escutar um tema que não ouvia há vinte, vinte e tal anos. Bi-coastal. Vou a correr ver se o consigo comprar. Obrigado. Conheço tudo - mas rigorosamente tudo - deste tema. Fico sempre parvo com a persistência da memória a la Dali.
.. e o fly away?... lindo
O I honesttly love you é um dos meus "guilty pleasures". Um hino também a uma certa Figueira da Foz. Não o ouço sem me emocionar.
essa persistência da memória (musical) é um assunto maravilhoso que nos leva longe, sem hipótese de retorno. fala-se muito disso num livro interessantíssimo que ando a ler - 'musicofilia' de oliver sacks.
é ela que frequentemente me dá enormes alegrias, como foi no caso do bi-coastal. como no caso do fly away. como no caso do i honestly love you.
e a entrada em contratempo aos 3'03''? maravilhosa! não tarda nada os putos já a sabem de cor.
Esse contratempo associado ao slide do baixo foi sempre um dos mais espantosos momentos do album. Se soubesses como me recordei de tantos pormenores. À primeira. É incrível como estas coisas ficam vivas.
ui! ui! o que tu vieste lembrar?....Figueira, Mandarim, Beach Club e as nossas maravilhosas sessões músicais. Não faziamos nada sem música...e I honestlY love you lembra-me como se conseguia cantar nessa altura....lembram-se??? Cantava de alma e coração. Os contratempos e os tempos eram inatos. Simplesmente amava-se aquilo que se tocava e cantava!
elisabete, ainda bem que aqui vieste. este post não foi para ti, mas muito em ti pensei ao escrevê-lo e ao tornar a ouvir coisas do peter allen.
tal como disse o rui, não as ouço sem me emocionar. grande beijo de saudades!
Impossível não pensar na Elisabete, evidentemente.
Enviar um comentário