Nils Landgren, trombonista, sueco, terá tocado em mais de 500 álbuns de diferentes artistas, desde os ABBA e The Crusaders até Bernard "Pretty" Purdie e Herbie Hancock.
Teve formação clássica antes de passar para o jazz e especializar-se em funk, criando o seu próprio grupo, a "Nils Landgren Funk Unit".
Videos absolutamente obrigatórios são estes!
"This Masquerade" (parte 1)
"This Masquerade" (parte 2)
"Don't Let Me Be Lonely Tonight"
(a progressão harmónica aos 2'58'', como corolário do solo, é absolutamente superior!)
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terça-feira, 2 de setembro de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Sobre os ombros de gigantes
Embora nem todos sejamos músicos ou criadores de algum tipo de expressão artística, tenho para mim que parte do que somos – aquilo de que gostamos, o que partilhamos, com quem o partilhamos e, por isso, a quem acabamos por dar um pouco das nossas vidas – assenta sobre muito do génio de gente como esta. Pessoas cuja importância para nós é tão grande – mesmo que disso não tenhamos consciência - que acabam por, de alguma forma, moldar-nos e contribuir para sermos o que somos.
É, para mim, o caso de Michael Brecker. Li sobre ele que em determinada altura chegava a fazer cinco, seis ou mais sessões de estúdio por dia, sem sequer ter a certeza para que disco ou artista estava a gravar. A sua lista de participações é literalmente incontável e o seu número exacto ficará provavelmente por determinar. Significa isto que nenhum de nós conseguirá ter a noção da enorme quantidade de vezes que o escutámos, mesmo sem o saber.
Para além da quantidade, foi a qualidade da sua expressão que fez dele o que é - a maior referência de sempre do saxofone tenor, logo a seguir a John Coltrane. Pude vê-lo uma vez apenas, em Lisboa, por altura do regresso dos Brecker Brothers. Penso que na altura, ao fotografá-lo, não tinha essa consciência de que atrás falava, a de estar ao lado de um gigante.
Mas estava. Passados cerca de 15 anos e agora que ele desapareceu, é fácil perceber – basta olhar para ele – que andamos todos sobre os ombros de gigantes.
(fj) Michael Brecker, Lisboa, 1993
É, para mim, o caso de Michael Brecker. Li sobre ele que em determinada altura chegava a fazer cinco, seis ou mais sessões de estúdio por dia, sem sequer ter a certeza para que disco ou artista estava a gravar. A sua lista de participações é literalmente incontável e o seu número exacto ficará provavelmente por determinar. Significa isto que nenhum de nós conseguirá ter a noção da enorme quantidade de vezes que o escutámos, mesmo sem o saber.
Para além da quantidade, foi a qualidade da sua expressão que fez dele o que é - a maior referência de sempre do saxofone tenor, logo a seguir a John Coltrane. Pude vê-lo uma vez apenas, em Lisboa, por altura do regresso dos Brecker Brothers. Penso que na altura, ao fotografá-lo, não tinha essa consciência de que atrás falava, a de estar ao lado de um gigante.
Mas estava. Passados cerca de 15 anos e agora que ele desapareceu, é fácil perceber – basta olhar para ele – que andamos todos sobre os ombros de gigantes.
(fj) Michael Brecker, Lisboa, 1993
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