terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Olho nos olhos


(fj) Coimbra, Outubro de 2011

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Não perdôo

Morreu a Whitney Houston. Fiquei até tarde, já de madrugada, a ouvir as suas músicas e os seus vídeos. Acredito que esta é uma boa homenagem que se pode fazer a alguém que morre – apreciar aquilo que criou no dia em que nos deixa.

Já hoje, durante o dia inteiro, não quis ouvir mais nada dela. Acordei e procurei ouvir outras coisas. Fiquei triste e quase lhe ganhei rancor.

Deu-nos aquela que sem dúvida ficará como uma das melhores vozes de sempre. Levou milhares de jovens por todo o mundo a tentar cantar como ela, e algumas delas a tornarem-se artistas.

Fazer da vida dela o que ela fez é que não tem perdão.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eugenio Toussaint: Concierto para Piano Improvisado y Orquesta

Eugenio Toussaint ao piano, no seu "Concierto para Piano Improvisado y Orquesta", sob a direcção de Alondra de la Parra, sua compatriota.

Para além da composição sinfónica deixou também excelente jazz, ao qual voltaremos.

Deixou-nos, ele próprio, há exactamente um ano.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Portugal e a Pesca do Bacalhau (1967) - The White Ship

"Que os seus filhos os recordem". Com esta frase grave termina este filme do National Film Board of Canada acerca da pesca longínqua do bacalhau.


Com especial dedicação a dois amigos, o Álvaro Garrido e o Pedro Mota Curto, tipos da História, que vivem a ensinar-nos destas coisas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

True Colors

E porque não voltar aos Perpetuum Jazzile, apenas para confirmar que alegria e bom gosto são coisas que não faltam a esta malta na Eslovénia?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Improvisação sobre a Grand Vals

A “Grand Vals” de Francisco Tárrega irrompe durante um concerto de violino, provando que a interrupção causada por um Nokia tune até se pode tornar interessante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

The Sketchbook from Auschwitz


É um testemunho necessário este livro que reúne 22 desenhos de um prisioneiro desconhecido (“MM”) que terá passado por Auschwitz – Birkenau. Parte de um conjunto de 32 que em 1947 foram encontrados dentro de uma garrafa, perto de um dos crematórios do campo de Birkenau, foram agora reunidos num livro - “The Sketchbook from Auschwitz” - publicado pelo Auschwitz Memorial Museum.


 

Não é a beleza nem sequer a perfeição do traço que ali se pode ver, mas antes uma vontade clara de detalhar e deixar para o futuro as cenas de um quotidiano macabro.

Vontade de que não se esquecesse. Vontade de que não se repetisse.
 

domingo, 22 de janeiro de 2012

30 anos sem Elis

Este post era para ter sido há 3 dias (19 de Janeiro) mas não deu. É só hoje, mas com a mesma emoção que senti há 30 anos atrás quando, ao descer as escadas da estação de Coimbra, soube que a Elis tinha morrido.

Não devia, não devia...

(gravado em Lisboa em 1978, no Teatro Villaret)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quem sabe, sabe

Porque é que será que desde há dois dias para cá eu ainda não parei de ouvir esta míúda de 22 anos, Lianne La Havas de seu nome, que compõe, toca e canta desta maneira?

domingo, 15 de janeiro de 2012

Sem título


(fj) Pia do Urso, Batalha, Maio de 2010

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Farrapeiros do Fundão


O Governo nomeou o presidente da Câmara do Fundão, Manuel Frexes, para o Conselho de Administração da Águas de Portugal, empresa com a qual a autarquia mantém um litígio em tribunal. Ao que parece, a AdP reclama à Câmara do Fundão uma dívida de 7,5 milhões de euros, enquanto que o autarca contesta, dizendo que é a empresa que lhe deve 40 milhões.

Presume-se portanto que, durante as reuniões entre as duas entidades, o novo administrador da AdP passe a alternar muito rapidamente entre os dois lados da mesa. Eu sugiro outra opção: que Manuel Frexes se transforme em José Freixo e adopte um pato Donaltim com quem possa manter esse mono/diálogo.

E com um novo salário anual de 150 mil euros até pode não ter de ser um pato. É que para patos já bastamos nós.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Coisas que ando a ouvir

Os momentos de puro bem-estar que os trios do Lars Jansson me têm dado só serão retribuídos quando eu tiver todos os CDs que ele tem publicados.

E são muitos. Vão desde a pureza quase barroca do jazz nórdico...



... até à mais pura mas inteligente improvisação.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Bem vindo/a a 2012

"Try to relax and enjoy the crisis."
 - Ashleigh Brilliant

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal

Volto a Lisboa, sem companhia mas com tempo para rever lugares onde vivi. A invernia do início de Dezembro apressa o passo a alguns. Os outros, muitos, cada vez mais, continuam a percorrer as avenidas em passos lentos, sem a pressa de quem tem um lugar para onde ir.

Andar agora pelas ruas de Lisboa é-me quase penoso, mas quero fazê-lo. Foi tudo há já bastante tempo mas quero relembrar-me de como era percorrer, dia após dia, noite após noite, avenidas e praças, e vaguear por centros comerciais em busca de pequenos nadas.

Tudo agora está mais vazio ou então fechado - ruas, lojas, as pequenas mercearias agora obstinadas em sobreviver, os centros comerciais que ainda resistem. Entro e desço ao fundo de mais um. Busco as lojas que conheci mas elas já lá não estão. No seu lugar há agora outros nomes, outras montras e pessoas que naquele tempo tinham acabado de nascer.

Desço mais, até ao fundo, e na pequena praça central dou com um piano que subitamente toca sozinho. Tem um som excelente, e quem o ensinou a tocar fê-lo bem, muito bem.

Para além de mim, está ali apenas um homem de idade, sentado nos sofás junto do piano que, também sozinho, vai tocando músicas antigas, algumas de Natal. A postura e o olhar são fixos e não deixam perceber se a imobilidade é apatia ou desvelo pela música.

Percorro os corredores em volta, uma vez, depois outra, e vejo que não há mais ninguém. Estamos três sozinhos.



                              (fj) Lisboa, Dezembro de 2011

Decido subir, já vi tudo.

Quero voltar para casa, para a cidade onde ficou decidido que eu vivesse. Cá fora os táxis continuam à espera, os poucos carros que passam voam para os subúrbios e eu vou a pensar para que casa aquele homem irá voltar. Ou se alguém o irá buscar.

É assim o Natal.