"Try to relax and enjoy the crisis."
- Ashleigh Brilliant
domingo, 1 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
Natal
Volto a Lisboa, sem companhia mas com tempo para rever lugares onde vivi. A invernia do início de Dezembro apressa o passo a alguns. Os outros, muitos, cada vez mais, continuam a percorrer as avenidas em passos lentos, sem a pressa de quem tem um lugar para onde ir.
Andar agora pelas ruas de Lisboa é-me quase penoso, mas quero fazê-lo. Foi tudo há já bastante tempo mas quero relembrar-me de como era percorrer, dia após dia, noite após noite, avenidas e praças, e vaguear por centros comerciais em busca de pequenos nadas.
Tudo agora está mais vazio ou então fechado - ruas, lojas, as pequenas mercearias agora obstinadas em sobreviver, os centros comerciais que ainda resistem. Entro e desço ao fundo de mais um. Busco as lojas que conheci mas elas já lá não estão. No seu lugar há agora outros nomes, outras montras e pessoas que naquele tempo tinham acabado de nascer.
Desço mais, até ao fundo, e na pequena praça central dou com um piano que subitamente toca sozinho. Tem um som excelente, e quem o ensinou a tocar fê-lo bem, muito bem.
Para além de mim, está ali apenas um homem de idade, sentado nos sofás junto do piano que, também sozinho, vai tocando músicas antigas, algumas de Natal. A postura e o olhar são fixos e não deixam perceber se a imobilidade é apatia ou desvelo pela música.
Percorro os corredores em volta, uma vez, depois outra, e vejo que não há mais ninguém. Estamos três sozinhos.
Decido subir, já vi tudo.
Quero voltar para casa, para a cidade onde ficou decidido que eu vivesse. Cá fora os táxis continuam à espera, os poucos carros que passam voam para os subúrbios e eu vou a pensar para que casa aquele homem irá voltar. Ou se alguém o irá buscar.
É assim o Natal.
Andar agora pelas ruas de Lisboa é-me quase penoso, mas quero fazê-lo. Foi tudo há já bastante tempo mas quero relembrar-me de como era percorrer, dia após dia, noite após noite, avenidas e praças, e vaguear por centros comerciais em busca de pequenos nadas.
Tudo agora está mais vazio ou então fechado - ruas, lojas, as pequenas mercearias agora obstinadas em sobreviver, os centros comerciais que ainda resistem. Entro e desço ao fundo de mais um. Busco as lojas que conheci mas elas já lá não estão. No seu lugar há agora outros nomes, outras montras e pessoas que naquele tempo tinham acabado de nascer.
Desço mais, até ao fundo, e na pequena praça central dou com um piano que subitamente toca sozinho. Tem um som excelente, e quem o ensinou a tocar fê-lo bem, muito bem.
Para além de mim, está ali apenas um homem de idade, sentado nos sofás junto do piano que, também sozinho, vai tocando músicas antigas, algumas de Natal. A postura e o olhar são fixos e não deixam perceber se a imobilidade é apatia ou desvelo pela música.
Percorro os corredores em volta, uma vez, depois outra, e vejo que não há mais ninguém. Estamos três sozinhos.
(fj) Lisboa, Dezembro de 2011
Decido subir, já vi tudo.
Quero voltar para casa, para a cidade onde ficou decidido que eu vivesse. Cá fora os táxis continuam à espera, os poucos carros que passam voam para os subúrbios e eu vou a pensar para que casa aquele homem irá voltar. Ou se alguém o irá buscar.
É assim o Natal.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
O jazz antes de nós
Jazz perigosamente esquecido antes de sequer ser conhecido. Joe Gordon no tema de abertura do álbum "Lookin' Good", de 1961, Terra Firma Irma.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Something That Was Beautiful
Burt Bacharach escreveu este tema para a voz de Mario Biondi. Por ser Bacharach quem é, isto quer dizer que a música, e o Mario Biondi, são excelentes.
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mario biondi,
música
sábado, 3 de dezembro de 2011
Ouro sobre azul
Dois dos melhores concertos que tive oportunidade de ver nestes últimos anos foram protagonizados, em separado, por estes dois, Richard Bona e Raul Midón.
Os dois juntos em concerto, são, portanto, ouro sobre azul.
Os dois juntos em concerto, são, portanto, ouro sobre azul.
Labels:
concertos,
música,
raul midón,
richard bona
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Fado
Cativou-me vai já para uns três meses e desde então é CD a rodar frequentemente por aqui.
Apoia-se nas tradições para logo de seguida as romper (atente-se ao solo da guitarra portuguesa e à introdução do tema em viola).
Todo o CD está carregado de aspectos - em especial pormenores harmónicos e rítmicos - que me fazem querer voltar a ouvi-lo.
Hoje, que é dia de fado, ouço de novo Marco Rodrigues.
Apoia-se nas tradições para logo de seguida as romper (atente-se ao solo da guitarra portuguesa e à introdução do tema em viola).
Todo o CD está carregado de aspectos - em especial pormenores harmónicos e rítmicos - que me fazem querer voltar a ouvi-lo.
Hoje, que é dia de fado, ouço de novo Marco Rodrigues.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mais uma estrela no céu
Assinalando a partida de Paul Motian, recupero agora uma fotografia já aqui publicada anteriormente.
Um dos grandes que se despede.
(fj) Porto, Agosto de 1996
Um dos grandes que se despede.
(fj) Porto, Agosto de 1996
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paul motian
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
E, por falar em "'fazer de conta" assim, em grande estilo"
Não é apenas sobre as coisas antigas que as "Puppini Sisters" fazem de conta. De entre as melhores coisas que já fizeram está este "Wuthering Heights". Kate Bush em close harmony, quem diria!
domingo, 20 de novembro de 2011
Close Harmony
As Puppini vão ao cinema. E hoje eu vou ficar com elas.
(novo álbum das Puppini Sisters, de nome Hollywood)
terça-feira, 8 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Deslumbrante, sempre deslumbrante!
Ai, ai, ai, que eu não sei o que fazer, depois de ouvir coisas assim!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
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