Com uma enorme obra feita ao longo de mais de 30 anos enquanto compagnon de route e pilar do Pat Metheny Group, Lyle Mays tem-me dado muito mais alegrias do que tristezas.
Mas porquê tristezas, a propósito de um músico deste calibre e excelência? Por um motivo apenas: a escassez de trabalhos editados em nome próprio. Três enormes álbuns em seu nome (o quarto, e último a esta data, é um interessante, curioso, mas não mais do que isso, álbum de improvisação livre sobre piano/arranjo MIDI) não chegam como corpo de uma obra que se adivinharia ser tão boa quanto extensa.
Para isso talvez contribua o carácter genial de Lyle Mays, alguém que, para além da música, tem por paixões a matemática, o xadrez, a arquitectura (desenhou a casa da irmã) e a programação de computadores.
Bom, desta vez, a minha habitualmente infrutífera busca por novidades do Lyle Mays resultou na descoberta de algo tão interessante como esta empresa - Spectrasonics - da área da síntese de som ("virtual instruments") programação e sequenciadores, que para testar e demonstrar os seus produtos vai buscar dos melhores que (ainda) por aí andam.
Como aqui. Apenas Lyle Mays e Alex Acuña, em improvisação (ou será composição em tempo real?), com recurso à mais poderosa tecnologia.
Um luxo, sim, mas a saber a pouco...
(quem estiver interessado em mais faça o favor de seguir o link)
domingo, 17 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Revista de imprensa
Estas são capas dos jornais de ontem num qualquer aeroporto da Europa.
Essa Europa que se deixa definhar e que é incapaz de evitar que outros definhem.
No regresso a casa é impossível não pensar noutro destino, um que fique mais longe destes lugares doentes.
sábado, 9 de julho de 2011
Morreu o Jorge Lima Barreto (* actualização)
Não pela música que fazia, mas antes por aquilo que foi, e sobretudo pelo que produziu e escreveu, pelo que sabia e pelos momentos de prazer que nos deu (penso em particular nos Musonautas, nas madrugadas da Rádio Comercial), tinha por ele uma às vezes cómica mas sincera admiração.
O Jorge Lima Barreto ensinava em meia hora de conversa aquilo que muitos não aprenderão numa vida.
(*) Duas notas suplementares:
Uma, a recordação de momentos únicos com o Jorge Lima Barreto na Fonoteca de Lisboa.
Duas, é que, soube-o agora, também ele era fj.
O Jorge Lima Barreto ensinava em meia hora de conversa aquilo que muitos não aprenderão numa vida.
Musonautas da Rádio Comercial
Musonautas da Rádio Comercial
(*) Duas notas suplementares:
Uma, a recordação de momentos únicos com o Jorge Lima Barreto na Fonoteca de Lisboa.
Duas, é que, soube-o agora, também ele era fj.
Labels:
jorge lima barreto,
música,
passagem
quarta-feira, 6 de julho de 2011
The Final Countdown
Daqui a 2 dias descolará da Florida o Atlantis, o último dos "space shuttles", para a última missão da era do vaivém espacial. Chegado o fim de um tempo - e com a América a ficar sem capacidade nem planos à vista para voltar a colocar astronautas no espaço - é inevitável pensar como tudo passou num ápice.
Foram 30 estonteantes anos desde que eu comprei a Newsweek que trazia na capa a fotografia da aterragem do Columbia, no regresso da primeira missão, em 14 de Abril de 1981.
30 anos depois fica-me um gosto amargo: o de nunca ter ido assistir ao lançamento de uma das mais formidáveis máquinas alguma vez construída.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Across The Universe
Música, video, Rufus Wainwright, tudo em conjugação perfeita neste tema de Lennon/McCartney.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Now That The Summer's Here
O novo disco do Michael Franks (Time Together) parece um velho disco do Michael Franks. A mesma atmosfera doce e relaxada, o fascínio pelas viagens, a literatura, os romances vividos em paragens quase sempre exóticas e distantes.
Michael Franks teve sempre o cuidado de se fazer acompanhar por excelentes músicos, em particular durante os anos 80/90, altura em que a sua imagem de marca smooth groove se tornou cada vez mais sofisticada - por vezes a arriscar confundir-se com smooth jazz.
Agora que o Verão chegou, Michael Franks juntou o mesmo bom gosto que cultiva há quase 40 (!) anos com novos e velhos músicos, todos eles “tubarões” de renome - Gil Goldstein, Chuck Loeb, Till Bronner, Jerry Marotta, Mike Mainieri, Eric Marienthal, Mark Egan, David Spinozza, Alex Sipiagin, Billy Kilson, Romero Lubambo.
Um disco mesmo a calhar para os antigos seguidores de Michael Franks e, já agora, para os novos também - agora que o Verão chegou.
Michael Franks teve sempre o cuidado de se fazer acompanhar por excelentes músicos, em particular durante os anos 80/90, altura em que a sua imagem de marca smooth groove se tornou cada vez mais sofisticada - por vezes a arriscar confundir-se com smooth jazz.
Agora que o Verão chegou, Michael Franks juntou o mesmo bom gosto que cultiva há quase 40 (!) anos com novos e velhos músicos, todos eles “tubarões” de renome - Gil Goldstein, Chuck Loeb, Till Bronner, Jerry Marotta, Mike Mainieri, Eric Marienthal, Mark Egan, David Spinozza, Alex Sipiagin, Billy Kilson, Romero Lubambo.
Um disco mesmo a calhar para os antigos seguidores de Michael Franks e, já agora, para os novos também - agora que o Verão chegou.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Depois não me venham dizer que aqui não se anda a ouvir boa música (III)
Gordon Goodwin's Big Phat Band, do novo álbum "That's How We Roll".
Neste caso há que fazer uma paragem antes de prosseguir. É que nunca até agora se tinha ouvido um arranjo assim para “Rhapsody In Blue”. Os metais tomam o lugar das cordas e madeiras do original e a imparável máquina conduzida por Gordon Goodwin põe Gershwin a dançar como num salão de swing.
Vale muito a pena ouvir as explicações dadas pelo próprio Gordon Goodwin, bem como vários outros factos adicionais aqui, na NPR.
Mas vamos ao que mais interessa! O espectacular glissando do clarinete de Sal Lozano dá o mote e estabelece o nível do que se segue.
(eu já não tinha aqui avisado sobre a Gordon Goodwin's Big Phat Band?)
Neste caso há que fazer uma paragem antes de prosseguir. É que nunca até agora se tinha ouvido um arranjo assim para “Rhapsody In Blue”. Os metais tomam o lugar das cordas e madeiras do original e a imparável máquina conduzida por Gordon Goodwin põe Gershwin a dançar como num salão de swing.
Vale muito a pena ouvir as explicações dadas pelo próprio Gordon Goodwin, bem como vários outros factos adicionais aqui, na NPR.
Mas vamos ao que mais interessa! O espectacular glissando do clarinete de Sal Lozano dá o mote e estabelece o nível do que se segue.
(eu já não tinha aqui avisado sobre a Gordon Goodwin's Big Phat Band?)
Labels:
gordon goodwin's big phat band,
jazz
sábado, 11 de junho de 2011
Depois não me venham dizer que aqui não se anda a ouvir boa música (II) - actualizado
Stacey Kent, do novo álbum "Hushabye Mountain".
(compilação de álbuns anteriores, obrigado à ssv pela correcção)
(compilação de álbuns anteriores, obrigado à ssv pela correcção)
Depois não me venham dizer que aqui não se anda a ouvir boa música
Madeleine Peyroux, do novo álbum "Standing On The Rooftop".
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Que vulcão danado!
Vulcão chileno continua a obrigar a cancelar voos aéreos
(fico a pensar que no Chile devam existir aviões a voar baixinho... baixinho... como o hipopótamo)
(fico a pensar que no Chile devam existir aviões a voar baixinho... baixinho... como o hipopótamo)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
'The Revolution Will Not Be Televised' - Das origens do rap, ou de quando as palavras de facto contavam.
Gil Scott-Heron (1 de Abril de 1949 – 27 de Maio de 2011)
Há que ver e seguir as pistas que este filme nos deixa acerca daquele de quem se diz ter sido um dos criadores - ou o criador - do hip-hop.
Mas também importante por outras coisas, pela poesia e por aquilo que deu aos movimentos cívicos, e que faz hoje parte da história da América e da música do século XX.
Morreu ontem, aos 62 anos.
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