quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ai ia, ia!

É amanhã (dia 20) a apresentação em Lisboa do novo CD de Till Brönner. Vai ser no Ondajazz e a Maria João é convidada.

'Rio' foi gravado no... Rio, pois claro.

Isso a mim pouco importa. O que me importa é que participam em 'Rio', para além do Till Brönner, pessoas como Annie Lennox, Milton Nascimento, Vanessa da Mata, Luciana Souza (sempre maravilhosa), Sérgio Mendes ou Kurt Elling.

E importa-me que a produção seja do Larry Klein. E que o Sérgio Mendes cante (!) "Ela é Carioca".

E que a Vanessa da Mata tenha aqui a mais fantástica interpretação
que conheço de "O que será (à flor da pele)" (do Chico Buarque, com quem até nem simpatizo) a qual, arrisco dizer, muito dificilmente será superada.

Também importa dizer que
Till Brönner canta em português, sem qualquer vestígio de sotaque alemão.

Mas o que mais me importa no meio de tudo isto é outra coisa pior: é que amanhã à noite vou estar no país do
Till Brönner, enquanto ele irá estar no meu.

O que quer dizer que não irei vê-lo ao Ondajazz. É que se eu cá estivesse ia lá.

Ai ia, ia!


Till Brönner -
"Teaser / Making of 'RIO'"

domingo, 16 de novembro de 2008

Nem era preciso tanto



Take 6, do novo álbum (agora na Heads Up, após 20 anos na Warner), com os meus dilectos Jon Hendricks, Al Jarreau e Till Brönner.

"Seven Steps To Heaven".

Que luxo, irra!

Era preciso tanto?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Groooooove!

O “Na Mata Café” em S. Paulo tornou-se a partir de 2001 num dos dois ou três espaços onde alguns dos melhores músicos do Brasil passaram a juntar-se para ‘jam sessions’ semanais. Gente na sua maior parte desconhecida mas com muitos créditos obtidos em participações nas bandas dos nomes grandes da música popular brasileira.

Desta forma, o “Na Mata Café” transformou-se em ponto de encontro na noite de S. Paulo e local obrigatório para artistas brasileiros e estrangeiros de passagem por Sampa (os casos de Jamiroquai, SoulLive ou Chemical Brothers).

Dessas ‘jam sessionssurgiu o grupo que em 2006 passou a disco o repertório aí (re)criado.

É o caso deste “When Doves Cry”, original de Prince, incluído no álbum “#1” da Grooveria Electroacústica.


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mama Africa

Zenzile Makeba Qgwashu Nguvama Yiketheli Nxgowa Bantana Balomzi Xa Ufun Ubajabulisa Ubaphekeli Mbiza Yotshwala Sithi Xa Saku Qgiba Ukutja Sithathe Izitsha Sizi Khabe Singama Lawu Singama Qgwashu Singama Nqamla Nqgithi.

Era este o seu nome completo.

Ou, mais simplesmente, Miriam Makeba.

Conhecida por "
Mama Africa" ou "Empress of African Song".

Miriam morreu ontem, em Nápoles, após um concerto de apoio à luta contra o crime organizado.

Foi assim que ela viveu, empenhada e a lutar por causas. Foi assim que ela morreu, ontem à noite, após sair do palco.

Não voltou para o encore.



domingo, 9 de novembro de 2008

Gente normal

Estava a precisar de ouvir uma coisa destas. Não é por nada, é só porque isto é bom. A música e o vídeo.

É fácil adivinhar-lhe as influências, não é? É óbvia a escola, mas não se limita a copiar.

Está sempre nos meus favoritos.

John Legend - Ordinary People

sábado, 8 de novembro de 2008

Olhem que o rapaz até faz umas coisas giras!

Já lhe ouvi o álbum todo e até gostei. E afinal, com 31.862.686 visitas no youtube - só a este video - tem de haver aqui qualquer coisa que vale a pena.


Jason Mraz - I'm Yours

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

The Blanton–Webster Band

Existe uma anedota acerca do contrabaixo (aplicável, por extensão, ao baixo eléctrico) que ilustra bem a forma como este instrumento foi e continua a ser olhado por muitos.

A missionary goes to the most remote part of a jungle. As soon as he arrives in the village he is to visit, he hears drums beating wildly in the distance. He asks the Chief what the drums mean. The Chiefs replies "Drums play, good. Drums stop, bad." During the missionary’s long stay he frequently asks the Chief about the continuous drumming. The Chief’s reply is always the same. "Drums play good. Drums stop, bad”

Finally, as the missionary is leaving he asks the Chief again about the drumming. The Chief says "Drums play, g..." "I know, I know" says the missionary. "Drums play, good. Drums stop, bad. But why is it bad when the drums stop?"

The Chief shakes his head and says "Drums stop, bass solo.


Houve uma vez um rapaz que viveu 24 anos e marcou para sempre a história do contrabaixo.

Jimmy Blanton nasceu em 1918 em Chattanooga, Tennessee. Após os anos de liceu, (em cuja banda começou a tocar contrabaixo) mudou-se para St. Louis onde, no Outono de 1939, começou a tocar regularmente na orquestra de um hotel. Terá sido aí que, uma noite, ao tocar com Miles Davis, Duke Ellington reparou nele e de imediato o contratou para a sua orquestra.

Aí passou a repartir o lugar de contrabaixista com Billy Taylor, o qual veio a sair em 1940. Durante o ano que se seguiu, Blanton, conjuntamente com Ben Webster, marcou aquela que seria a época de ouro da orquestra de Duke Ellington. De tal forma foi marcante a junção destes dois músicos com o génio de Duke Ellington que aquela formação viria a ficar conhecida como a “Blanton–Webster Band”.

Jimmy Blanton no Savoy,
Harlem, New York City, 1940


Não é coisa pouca, ser-se capaz de “roubar” o nome da orquestra ao próprio Ellington. Para além de estar no sítio certo, à hora certa, Blanton tinha com ele uma técnica, uma força e uma genialidade daquelas que só raramente aparecem numa só pessoa.



A Orquestra de Duke Ellington durante o período "Blanton–Webster", Howard Theatre, Washington, D.C., 1940

E este foi também mais um caso de um meteoro que aparece, ofusca e em seguida desaparece. No final de 1941, Blanton, em digressão com Duke Ellington, adoece e é hospitalizado em Los Angeles, onde lhe é diagnosticada tuberculose. Em Abril de 1942 é transferido para um sanatório, onde viria a morrer em Julho seguinte.

Jimmy Blanton revolucionou o papel que o gordo e desajeitado contrabaixo tinha até então - integrando-o harmonicamente com os restantes instrumentos mas, principalmente, abrindo-lhe caminho para o papel melódico que até aí não tinha - e tornou-se na maior referência do instrumento durante as décadas seguintes.

Digam-no Oscar Pettiford, Ray Brown ou Charles Mingus.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

The Goldhearted Miner

Foi o primeiro e último concerto que vi do Esbjörn Svensson Trio. Foi esta a música com que de lá saí, primeiro na cabeça, depois no carro, até chegar a casa.



Hoje apeteceu-me vir ouvi-la outra vez.

O Esbjörn Svensson já não volta a tocar no CCB.

Mundo cão. Mundo, cão!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Merry-Go-Round

As bolsas estão novamente a afundar. O Nikkei caíu a pique, o que fará com que os índices europeus sejam arrastados logo na abertura das bolsas, o que por seu lado virá a reflectir-se mais logo no fecho do Dow Jones.

E amanhã será outro dia, provavelmente marcado nas bolsas asiáticas pelas perdas de ontem, que aliás ainda é “hoje” nas bolsas europeias e é “mais logo” na Wall Street.

Podemos tentar encontrar várias explicações para as interligações e o funcionamento do mercado de acções, mas talvez esta acabe por ser a mais elucidativa:

Estava-se no Outono e, os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" – "Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem, sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."

"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu "Os Índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."