Sempre gostei muito, muito mesmo, desta música, mas ao ouvir esta versão fiquei siderado!
Sylvain Luc, os discos deste cigano-basco-francês raramente me desiludem (sim, houve um, até agora). Neste CD - Joko - ele vem provar que devemos estar sempre atentos à sua criatividade e técnica assombrosas.
Nesta faixa, apenas ele (guitarras e baixo) e Pascal Rey (bateria, percussão).
(Para quem não se lembre (conheça) do (o) original, aqui fica)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Fúria latina
O clássico “Sweet Georgia Brown”, abordado por uma “not so big band” liderada pelo jamaicano Monty Alexander.Participações especiais de Anthony Jackson no baixo eléctrico (logo ao início do tema, em duelos fulminantes com o contrabaixo de Ira Coleman) e Steve Ferrone na bateria.
Autêntica fúria do Caribe.
Labels:
(not so) big bands,
jazz,
monty alexander
domingo, 7 de setembro de 2008
Volta jazz
Uma vez por ano volta o jazz a Leiria com o Festival de Jazz da Alta Estremadura. Desta vez com mais diversidade e, espera-se, qualidade. Entre os portugueses, a novidade é este ano Marta Hugon, cujo primeiro disco me convenceu.
Dos estrangeiros não vale a pena destacar nenhum. Antes, será de referi-los a todos:
20 de Setembro / 22.00h
"FLY" - Mark Turner, Larry Grenadier, Jeff Ballard
27 de Setembro / 22.00h
Tom Harrell Quintet - Tom Harrell, Wayne Escoffery, Danny Grissett, Ugonna Okegwo, Johnathan Blake
(músico e personalidade incríveis, o 'CBS 60 Minutes' dedicou-lhe um interessantíssimo documentário que é difícil esquecer; com uma fantástica secção rítmica, este é um concerto do qual espero o melhor!)
28 de Setembro / 22.00h
John Abercrombie "The Third Quartet", c/ Mark Feldman, Thomas Morgan, Joey Baron
Sejam pois todos muito bem-vindos!
Dos estrangeiros não vale a pena destacar nenhum. Antes, será de referi-los a todos:
20 de Setembro / 22.00h
"FLY" - Mark Turner, Larry Grenadier, Jeff Ballard
27 de Setembro / 22.00h
Tom Harrell Quintet - Tom Harrell, Wayne Escoffery, Danny Grissett, Ugonna Okegwo, Johnathan Blake(músico e personalidade incríveis, o 'CBS 60 Minutes' dedicou-lhe um interessantíssimo documentário que é difícil esquecer; com uma fantástica secção rítmica, este é um concerto do qual espero o melhor!)
28 de Setembro / 22.00h
John Abercrombie "The Third Quartet", c/ Mark Feldman, Thomas Morgan, Joey Baron
Sejam pois todos muito bem-vindos!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
What the ... (continuação)
Nils Landgren, trombonista, sueco, terá tocado em mais de 500 álbuns de diferentes artistas, desde os ABBA e The Crusaders até Bernard "Pretty" Purdie e Herbie Hancock.
Teve formação clássica antes de passar para o jazz e especializar-se em funk, criando o seu próprio grupo, a "Nils Landgren Funk Unit".
Videos absolutamente obrigatórios são estes!
"This Masquerade" (parte 1)
"This Masquerade" (parte 2)
"Don't Let Me Be Lonely Tonight"
(a progressão harmónica aos 2'58'', como corolário do solo, é absolutamente superior!)
Teve formação clássica antes de passar para o jazz e especializar-se em funk, criando o seu próprio grupo, a "Nils Landgren Funk Unit".
Videos absolutamente obrigatórios são estes!
"This Masquerade" (parte 1)
"This Masquerade" (parte 2)
"Don't Let Me Be Lonely Tonight"
(a progressão harmónica aos 2'58'', como corolário do solo, é absolutamente superior!)
Labels:
esbjörn svensson,
jazz,
michael brecker,
música,
nils landgren,
pat metheny
What the ...
Chamo com urgência a vossa atenção para esta música, em particular para o intérprete e para o pianista (aqui em Fender Rhodes).
Primeiro estranha-se, depois entranha-se... Não é?
Robin McKelle (II)
Robin McKelle tem uma voz espantosa. Daquilo que lhe conheço digo, sem entrar em euforias, que ela tem uma voz próxima da de Ella. Que o seu scat é belíssimo. Que sabe bem misturar pequenos falsetes com a sua voz natural. E que a sabe levar até à rouquidão, ao limite do esforço, sem a esforçar.Já aqui o disse, gostaria que Robin McKelle não passasse ao lado de uma carreira como deve ser. Assim sendo, a primeira boa notícia é que ela tem um novo disco. A segunda é que o disco é editado pela Blue Note Europe.
Quer a voz quer os arranjos são da mesma qualidade do álbum anterior. Não nos traz novidades, tal como eu gostaria, nem em termos de estilo nem de repertório, mas traz-nos uma surpresa logo na primeira faixa! Esta, que aqui podemos ver e ouvir, e onde se recorda - quem diria! - a Steve Miller Band.
Diferente, sem dúvida, mas lá que sabe bem, isso sabe.
sábado, 30 de agosto de 2008
Bona fide
Fomos poucos, menos de trezentos, os que em Outubro do ano passado pudemos ir a Tondela e assistir ao concerto (único naquela vinda a Portugal) de Richard Bona.Este foi – não me cansei de na altura o dizer - um dos concertos mais fantásticos a que já assisti, um momento absolutamente maravilhoso (este "Suninga", por exemplo; é preciso estar-se preparado para se resistir a isto)!
(fj) Tondela, Outubro de 2007
A proximidade com os músicos (é de lá esta fotografia), o encontramos meia-dúzia de caras familiares e o facto de termos assistido a um concerto soberbo, fez com que quem lá tenha estado naquela noite se tenha sentido privilegiado e, de algum modo, cúmplice daquele momento.
Um dos pontos altos dos concertos de Richard Bona é aquele em que ele fica no palco, sozinho com dois microfones e um “sampler”.
É desse momento esta gravação em Budapeste (e o video que ilustra a forma como ele o faz, neste caso em Barcelona), na qual constrói progressivamente a música sobrepondo diferentes "camadas harmónicas" (cheguei a contar 7, a maior parte com duas a três vozes em uníssono, criando o efeito de chorus que faz parecer tratar-se de um coro africano).
Na altura comentámos a perfeição com que ele o fez. A sós com a sua voz e o público, na sua simplicidade como pessoa, na forma franca como brinca com a audiência (e consigo próprio), na perfeição que atinge, Richard Bona é, naquele momento, a própria música.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Jacko
Goste-se muito ou pouco da sua música, o facto é que Michael Jackson, apesar de ter a sua carreira irremediavelmente afectada, continua a deter a marca do álbum mais vendido de sempre.
Goste-se muito ou pouco da pessoa, o facto é que há dois álbuns na sua discografia – “Off The Wall” e “Thriller” – que são obras de génio e que se tornaram marcos na história da música.
Bem sei que muito desse génio foi o de Quincy Jones e de Rod Temperton, respectivamente o produtor e o compositor de vários dos êxitos incluídos nestes dois álbuns – "Rock with You", "Off the Wall", "Burn This Disco Out", "Baby Be Mine", "The Lady In My Life" e o próprio "Thriller".
Mas, no que respeita à autoria das músicas, Michael Jackson leva a melhor nas contas dos dois álbuns. Num total de 19 temas compôs 8, entre os quais os fantásticos "Don't Stop 'til You Get Enough", "Wanna Be Startin' Somethin'", "The Girl Is Mine", "Beat It" e "Billie Jean".
Sempre interessante é perceber o processo criativo associado aos artistas e a esse propósito é de “Billie Jean” esta ‘home demo’, de 1981, uma das tentativas de Michael Jackson de criar letra (e melodia) para a música que já estava próxima da sua forma final.
Goste-se muito ou pouco da pessoa, Michael Jackson faz hoje 50 anos.
Ou, como li algures, pelo menos partes dele fazem.
Goste-se muito ou pouco da pessoa, o facto é que há dois álbuns na sua discografia – “Off The Wall” e “Thriller” – que são obras de génio e que se tornaram marcos na história da música.Bem sei que muito desse génio foi o de Quincy Jones e de Rod Temperton, respectivamente o produtor e o compositor de vários dos êxitos incluídos nestes dois álbuns – "Rock with You", "Off the Wall", "Burn This Disco Out", "Baby Be Mine", "The Lady In My Life" e o próprio "Thriller".
Mas, no que respeita à autoria das músicas, Michael Jackson leva a melhor nas contas dos dois álbuns. Num total de 19 temas compôs 8, entre os quais os fantásticos "Don't Stop 'til You Get Enough", "Wanna Be Startin' Somethin'", "The Girl Is Mine", "Beat It" e "Billie Jean".
Sempre interessante é perceber o processo criativo associado aos artistas e a esse propósito é de “Billie Jean” esta ‘home demo’, de 1981, uma das tentativas de Michael Jackson de criar letra (e melodia) para a música que já estava próxima da sua forma final.
Goste-se muito ou pouco da pessoa, Michael Jackson faz hoje 50 anos.
Ou, como li algures, pelo menos partes dele fazem.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
BR6, cinco brasileiros mais uma
Chamam-se BR6, são brasileiros e são 6, cinco homens e uma mulher. Cantam a cappella e citam como influências os Cariocas, Quarteto em Cy e, claro, Take 6.
Mas o melhor de tudo é que cantam bem, com harmonias e arranjos interessantes e bem arquitectados, em número mais do que suficiente.
Dois discos editados, o primeiro chama-se “Música Popular Brasileira A Cappella” e trouxe-lhes de imediato os já conhecidos prémios internacionais para música a capella.
O segundo álbum chama-se “Here To Stay - Gershwin & Jobim” e é dele este “Waters of March - Rhapsody in Blue”, um interessantíssimo mash-up dos dois clássicos de Jobim e Gershwin.
Está para breve um terceiro álbum. Aguardemos, portanto.
Mas o melhor de tudo é que cantam bem, com harmonias e arranjos interessantes e bem arquitectados, em número mais do que suficiente.
Dois discos editados, o primeiro chama-se “Música Popular Brasileira A Cappella” e trouxe-lhes de imediato os já conhecidos prémios internacionais para música a capella.
O segundo álbum chama-se “Here To Stay - Gershwin & Jobim” e é dele este “Waters of March - Rhapsody in Blue”, um interessantíssimo mash-up dos dois clássicos de Jobim e Gershwin.
Está para breve um terceiro álbum. Aguardemos, portanto.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Duas marchas (não populares)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
"Toots can make a stone cry, or smile, or both"
Quem colocou este video no youtube escreveu muitíssimo bem: "... Toots can make a stone cry, or smile, or both".
Quincy Jones + Toots Thielemans + WDR Big Band, é tudo lindo, lindo. Até à dissonância do derradeiro acorde!
"Eyes Of Love", tema do filme "The Getaway", de 1972.
Quincy Jones + Toots Thielemans + WDR Big Band, é tudo lindo, lindo. Até à dissonância do derradeiro acorde!
"Eyes Of Love", tema do filme "The Getaway", de 1972.
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quincy jones,
toots thielemans
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Veio-me um arrepio
A possibilidade da existência de fenómenos físicos e químicos como aqueles que se passam num cérebro humano, capazes de produzir uma performance como esta, é algo que não pode deixar de nos maravilhar!
(ou a capacidade da mente humana de transformar algo desinteressante num momento sublime)
Nina Simone, em 1976, ao vivo no Festival de Jazz de Montreux. (veio à rede graças à ssv).
(ou a capacidade da mente humana de transformar algo desinteressante num momento sublime)
Nina Simone, em 1976, ao vivo no Festival de Jazz de Montreux. (veio à rede graças à ssv).
sábado, 16 de agosto de 2008
Porque hoje é Sábado
Não tinha planeado o regresso deste blogue nem hoje nem desta maneira. Acontece que as notícias correm e algumas delas nos tocam especialmente.Dorival Caymmi é daqueles compositores acerca dos quais as palavras são (serão) sempre escassas. Deixo-as para os que as sabem escrever melhor do que eu.
Direi apenas que ele é um dos compositores e músicos cujo universo musical me é mais querido, que mais me serviu como pilar e que memórias mais primevas me traz.
Seja esta a minha homenagem - recordá-las hoje.
Talvez porque hoje é Sábado, Dorival Caymmi morreu.
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