sábado, 30 de maio de 2009

Vai buscar!

Há uma expressão que gosto de usar quando passa um qualquer turbilhão por nós e que é - "alguém tirou a matrícula do camião?"

Pat Metheny / Antonio Sanchez - "Go Get It"

terça-feira, 26 de maio de 2009

The Time Keeper

Na senda dos melhores bateristas, eis um modesto tractor agrícola a mostrar que não é preciso ser-se um John Deere ou um Massey-Ferguson para se ter acesso à cultura ou fazer boa música.

Ou, como diria o Hermeto, "só não toca quem não quer".

(descaradamente roubado do postal - um verbário)

domingo, 24 de maio de 2009

Size matters

Sabe bem rever/ouvir. Jazz do bom, publicidade da boa.

Jimmy Smith - The Organ Grinder's Swing

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Evolução

"Named in honor of Charles Darwin, the father of evolution, the Darwin Awards commemorate those who improve our gene pool by removing themselves from it"

Sim, isto existe mesmo, e de vez em quando vale a pena uma espreitadela.

(aqui está um exemplo da qualidade dos nomeados)


Mas por agora ainda prefiro ver o verdadeiro. A ver se consigo amanhã.

(bom fds)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O quarteto dos dois irmãos

... François e Louis Moutin, respectivamente contrabaixista e baterista do Moutin Reunion Quartet. Irmãos gémeos, são dois virtuosos que nunca me convenceram por completo desde que os conheci com o álbum "Power Tree", de 2002.

Agora com Pierre de Bethmann (piano) e Rick Margitza - um dos saxofonistas mais brilhantes de que me lembro e que pude ver ao vivo com o Dave Douglas Quintet (juntamente com Uri Caine, James Genus e Clarence Penn) - parecem ter chegado a outro patamar na sua carreira. Mais alto.

Por estas e por outras é que o jazz francês continua a ser grande.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Regresso (e às origens)

Voltaram, ele e as mil palavras.

E as guitarras secas e (quase) nuas quase voltam às origens.



Sem Cais (Caetano Veloso, zii e z
ie, 2009)
Catei colo
E o mar parou
Fui deitando
Pra perguntar
Nome, bairro
Amigo, amor
De onde vem o
Parar o mar

Seu sorriso
Bateu aqui
Inda posso
Me apaixonar

Quero tanto
Quero tanto
Quero tanto
Quero tanto você
Mar aberto
Mar adentro
Mar imenso
Mar intenso
Sem cais
Tou com medo
Tou com medo
Tou com medo
Tou com medo de ver
Que inda posso
Que inda posso
Que inda posso
Que inda posso ir bem mais

Barra, Gávea
E Arpoador
Deuses brancos
De luz do mar
Deuses negros
Um esplendor
Quem é essa
E o que será

Quem me dera
Eu poder me dar
Todo a essa
Que eu nunca vi

domingo, 17 de maio de 2009

Com os pés na Terra

Para aqueles que têm andado mais atentos às transmissões televisivas da ida de Nossa Senhora de Fátima a Cacilhas para um encontro com o Cristo-Rei, poderá ser interessante referir que, para além desse evento, há neste momento seis homens e uma mulher em órbita da Terra a bordo do Space Shuttle Atlantis.

Esta missão, a STS-125, é também denominada HST-SM4 (Hubble Space Telescope Servicing Mission 4) e, como se perceberá por esta designação, tem por objectivo executar aquela que provavelmente virá a ser a última manutenção feita ao desde sempre astigmático telescópio Hubble.

E são esses seis homens e uma mulher a orbitar a Terra que estão presentes nestas fotografias, tiradas por um astrónomo da NASA, Thierry Legault, onde se observa o trânsito solar - a passagem pela frente do disco do Sol - da Atlantis e do Hubble.

Diria apenas que, já que uma imagem vale mais do que mil palavras, a beleza e a magnitude destas imagens valem outras tantas 1000 imagens.

E que elas poderiam também ajudar a que muitos pudessem ter os pés um pouco mais assentes na Terra.

The NASA space shuttle Atlantis and the Hubble Space Telescope are seen in silhouette, side by side in this solar transit image made at 12:17p.m. EDT, Wednesday, May 13, 2009, from Vero Beach, Florida. The two spaceships were at an altitude of 600 km and they zipped across the sun in only 0.8 seconds. Photo Credit: (NASA/Thierry Legault)

The NASA space shuttle Atlantis is seen in silhouette, in the lower right of this solar transit image made, Tuesday, May 12, 2009, from Florida. This image was made before Atlantis and the crew of STS-125 had grappled the Hubble Space Telescope. Photo Credit: (NASA/Thierry Legault)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Criatividade e Educação

Esta é uma palestra TED imperdível. Indirectamente, e a rir, fala-se aqui de coisas tão importantes como o é o pão para a boca. Com a diferença de que algumas dessas coisas não as chegaremos a ver. O futuro dos nossos filhos adultos, a mudança dos valores com que estamos a conformar a sociedade que se seguirá, o nosso futuro enquanto espécie.

Roubei-a aqui, ao ladrão do ladrão do ladrão. E apenas porque me é mais fácil escrever aqui de novo aquilo que já lá deixei, perdoem-me a imodéstia de me citar:

"caramba, estou siderado. este tipo é absolutamente brilhante! para além de todas as utopias, este tipo é absolutamente brilhante! na forma e no conteúdo."

"fiquei a pensar em várias coisas: na educação dos meus filhos; na minha educação; nas vocações de pessoas que conheço (inclusivamente eu próprio)."

"deixou-me a pensar. ora, diria eu, isso é bom."

A pensar. Imperdível, garanto!



quinta-feira, 14 de maio de 2009

No Chimico em Coimbra

O que se anda a passar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra é algo que tem que ser aqui "denunciado".

Com efeito, o "velho" Chimico tem vindo a servir de base para um intenso e, também importante referi-lo, continuado trabalho de divulgação científica.

Ora, não apenas isso é útil desse ponto de vista, como permite igualmente encontrar alternativas interessantes para bem ocupar muitas horas.

Na verdade, a programação é vasta e cuidada. Para além das outras actividades e exposições que vão continuamente surgindo, atente-se nesta programação diversa:

Sábados no Museu
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=14&iId=84&iAreaFirstAccess=1#iItem_84

Boa Noite no Chimico
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=23&iId=96

Conferências Design e Multimédia
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=22&iId=104

Camões, o Céu e a Terra
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=22&iId=98

Os 12 homens que pisaram a Lua
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=13&iId=99

Determinismo e Extinção no Darwinismo
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=19&iId=95

À procura de Vida Extraterrestre
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=24&iId=102

Astronomia à Terça
http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=13&iId=62

Ao invés da completa inexistência deste tipo de iniciativas que se verificava há anos atrás, passou agora a estar disponível uma luxuosa oferta de alternativas.

Parabéns a quem disto faz vida.

terça-feira, 12 de maio de 2009

The Barefoot Lady

É americana mas vive há muito em França. Aprendeu a tocar nas igrejas onde o pai era pastor metodista.

Escolheu, também ela, o instrumento a que Dr. Lonnie Smith chamou "the monster" e "the love of my life": o Hammond B-3.

Rhoda Scott fez bem - tirou os sapatos para aprender e assim continua, a tocar jazz de pé descalço.

Clássico com classe

O New York Trio - Bill Charlap (piano), Jay Leonhart (baixo) e Bill Stewart (bateria) - com Ken Peplowski, em clarinete.

É impossível não ficar extasiado ao ouvir este tema. É "Body And Soul", a um nível de requinte como não o tinha ouvido.

Bill Charlap é impecável na ornamentação e no bom gosto. Como sempre, uma lição sobre o que é interpretar standards.

Ken Peplowski, aqui em clarinete, mostra logo de início o que é falar de harmonia num instrumento não harmónico.

Reunidos num álbum superior, quatro músicos a fazer as delícias de quem quer ouvir os clássicos, recriados com classe.

domingo, 10 de maio de 2009

New York attitude

Há nomes que não enganam. É o caso de Kenny Barron e Victor Lewis. Há outros que surpreendem, como é Kiyoshi Kitagawa.

Aqui está um trio e um "drive" demolidores, em 10 minutos que passam num ápice!

Kenny Barron, piano, Kiyoshi Kitagawa, contrabaixo e Victor Lewis, bateria (um portento, de um domínio absoluto do seu posto) ao vivo no Jazz Baltica, em 2007.

Jazz no seu melhor.

sábado, 9 de maio de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O berço de Werther

Vou aqui, já venho.

Kornmarkt, Wetzlar

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Valha-me Deus

Depois de aqui se ter falado de Concha Buika é impossível não voltar a ver e rever e ver e rever... esta versão de "Valgame Dios". Conheci-a graças ao meu companheiro de músicas e dedicado comentador Rui. A versão original está no álbum "María", de Niña Pastori, mas é esta interpretação, em dueto com Falete, que me deixa absolutamente fascinado.

A tensão que por aqui anda à tona - nas vozes, palmas, guitarra e cajón - é de uma reserva quase aflitiva.

A interpretação, a concentração e a gestualidade são fabulosos (repare-se na expressão de ambos e na alteração da face de Falete, logo antes da sua entrada).

A expressividade dos acordes da guitarra e os uníssonos das vozes são de uma perfeição absoluta.

Para ver e rever.

Koniec

Consigo fomos crianças bem tratadas.

Obrigado, Vasco.







Vasco Granja (1925 - 2009)

domingo, 3 de maio de 2009

Coisas simples

LonnieSmithEra uma vez um rapaz que nasceu e cresceu em Buffalo, New York. Desde cedo habituado a ter música à sua volta, começou por cantar em grupos locais. Mas, após algum tempo, o rapaz começou a alimentar o fascínio e a esperança de um dia tocar um instrumento.

Então fez assim:

"I used to sit in Art Kubera's music store in Buffalo every day until closing time. One day he said 'Son, why do you sit here until closing time every day?' I said 'Sir, if I had an instrument I could make a living.' One day he closed the store and took me in the back, and there was a Hammond B-3 organ. My eyes lit up. He said 'If you can get this out of here, it's yours.' I didn't know how to play it. This man took a chance on me. Whatever he saw, he saw it. And I had this brand new Hammond which cost thousands of dollars then. And I was doing all of this by ear, 'cause I didn't read. I just picked up the instrument naturally."

Pronto. Simples, não é? Começar uma carreira que leva alguém a ser um nome de referência no jazz e um dos pouquíssimos no seu instrumento, é pegar e carregar um "caixote" que pesa mais de 200 kg e que exige o domínio simultâneo do teclado e de uma pedaleira de baixos, isto para além de dezenas de botões, chaves de registos e pedais.

Depois é só (?) levá-lo para casa, arranjar um cantinho para o pôr e começar a tocar. Naturalmente, como ele diz. Isto, para não falar de passar depois a andar com ele de espectáculo em espectáculo.

Foi basicamente isto o que fez Dr. Lonnie Smith. Bom, deixem-me mas é ouvir este tema, que só esta conversa já me deixou cansado.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

AEIOU

Quando estamos numa capital do conhecimento temos que contar que, a qualquer momento, possa ocorrer um aumento súbito do nosso capital de conhecimento.

aeiou

Foi o que já hoje me aconteceu nesta nossa Coimbra.

Lusa apenas.